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Um mês de ensaio para que na hora tudo ficasse mais que perfeito, e o par era sempre um processo pq rara eram as criaturas que dançavam e mais raro ainda era os dançavam direito e não pisavam no meu pé, mas sempre era uma alegria. Era a época do ano que eu mais gostava, era a apresentação que eu mais curtia, dançava até não poder mais. O vestido era uma lenda minha vó fez quando eu tinha (acredito eu) uns 6 anos e usei ele por anos e anos até o comprimento dele do joelho ir parar na coxa, mas nada que uma meia calça não desse jeito também. Ah! a meia calça a única coisa que eu ODIAVA, aquela peste coçava, esquentava, aqueles malditos bordadinhos me agoniavam e no final eu sempre tomava bronca de minha mãe por voltar com ela desfiada. Mas ainda assim era bom...
*Na foto a filha do Bozo com 7 anos, o pior é saber que EU me pintei assim.
Hoje voltando pra casa depois da palestra prendi meu pé na catraca do ônibus, ó céus que cena, e eu tentando puxar o bichinho discretamente e nada, até que me injuriei e arranquei ele de lá na tora mesmo, sorte é que só tinha eu de passageira, mas aí no caminho de casa fiquei viajando em todos os meus momentos desastrosos como:
- Quando eu fui atropelada por uma bicicleta
- Caí na porta da minha sala no colégio
- As inúmeras vezes que eu caí da rede
- As centenas de vezes que torci o pé andando de salto
- Quando eu escorreguei na faculdade caí de bunda ralando meu joelho e voltei pra casa com a sandália arrebentada
- Quando eu andei de bicicleta e minha saia enroscou na corrêia e eu quase fiquei nua na rua
- Quando aquela maldita borracha cismou de escorregar da minha mão
- Quando eu escorreguei do alto da escada do toboágua do espanhol
- Das inúmeras formas que eu já caí da escada daqui de casa
- De quando eu afoguei uma estranha na piscina do clube achando que era minha prima
- De quando eu inventei de "pocar" água viva e terminei queimando meus dedos
- De quando eu fui comprar fralda nas americanas e consegui derrubar toda a pilha
- De todas as manhãs que eu chuto o mesmo pé da mesma cama
- Da minha época de goleira que a primeira e única bola que eu defendi foi uma bicuda no estômago.
- Da época do Jazz que eu chutei a cara de uma menina no meio de um treino
- De quando eu escorreguei na escada do palco do colégio no meio da apresentação
- Da natação que treinando o nado de costas eu fui parar na lateral da piscina
- De todas as vezes que eu corto minha unha além do limite e passo uma semana com o dedo doendo - De quando eu fui comprar ovos e esqueci que eles são frágeis
- De quando eu caí do skate
- ....
Eu sei eu sou um perigo ambulante, mas o que seria da vida sem esses momentos de distração?
* Imagem construída após uma viagem nos pensamentos de Tony de Marco, apresentados na palestra do evento TudoTemTipo.
Ok Santinho,
Agora que já passou todo esse fuzuê de sua data e de todas aquelas simpatias vamos ter um tete-a-tete muito sério agora. Tô ligada que o sinhô aí é miseravão, basta pedir que você arruma, eu sei bem disso... Mas tô ligada também que pro sinhor qualquer homi é homi e eu vim aqui te dizer justamente o contrário, querido qualquer homi não é homi não, onde foi que em sua vasta sabedoria você aprendeu isso? Ok, ok eles até que são muito parecidos, mas criatura pera lá, por isso esse ano tô mandando a listinha de exigências juntinho do pedido, viu seu moço!?
E se eu fosse o sinhô eu tratava de arranjar um que cumpra todas elas, porquê se vinher com aquelas miseras de novo, eu sequestro o mininho aí arranco a orelha dele, te coloco de cabeça pra baixo no sereno amarrado numa bananeira pelo pé com uma fita de setim vermelha, sim sim aquela que tu adora tanto, e ainda dô piteleco nela pro sinhor ficar todo se bulindo.
Abraços e Beijos,
Ass: Kelly Adriano
*Não esqueça da minha listinha, viu!