domingo, julho 23, 2006

N design - 2006

Inicio texto pedindo desculpa a todos (poucos) que frequentam aqui e aguardam ansiosamente pela atualização. Desculpas dada, começo a jornada para contar tudo, ou pelo menos quase tudo que me ocorreu nesta semana e acabar de vez com esse assunto, que nem eu aguento mais fazer piadinha com Hans Dooner.
Parti de Salvador rumo a capital federal a bordo do afamado Pau de Arara, que esse ano contou com um ar condicionado tão potente que de noite já havia formação flocos de neve em algumas partes do ônibus, principalmente na primeira classe. Caímos no buraco de Brasília lá pelas tantas da manhã, e desde então achei melhor dividir esse texto em tópicos, pq foi muita coisa que aconteceu, e seguindo essa metodologia seria mais fácil relembrar o maximo de fatos com o mínimo de linhas. Então, ramo que ramo:

BRASÍLIA: A capital encanta a todos com as suas linhas, formas, jeitos e trejeitos, mas passado o encanto você começa a sentir algo estranho, e após muita reflexão chegamos a conclusão que essa tal "estranhesa" era produto da artificialidade daquela cidade. Dessa forma, piadas como "desligaram o photoshop do céu", "esqueceram de ligar o aquecedor hoje", "esses pássaros são robôs projetados para enganar a gente dizendo que existe animal aqui" e muitas outras começaram a surgir por todos os lados. Ah! Claro chegaram a conclusão também de que o criador filme "O Maravilho Mundo de Thruman" deve ter tirado a sua inspiração de lá. Pessoalmente, acho ela muito parecida com a Paralela e o CAB, numa projeção muito maior, é lógico.

FRIO: Me avisaram que lá fazia frio, muito frio, mas o que seria FRIO para uma pessoa que nunca pegou menos que 18º? Pois bem, direi a vocês... Frio é uma disgralha ruim que não deixa você nem pensar direito, suas mãos, orelhas e pés congelam. O casaco deixa de ser uma peça acessório para ser peça de obrigatoriedade MÁXIMA, até pra ir no banheiro de madrugada, aliás principalmente para ir no banheiro de madrugada. Lá eu eu tive a real certeza da minha forte "fotossensibilidade", de tarde no horário do pico do sol a melhor hora do dia, era a hora de correr pra algum lugar onde o sol batia e ficar lá morgando até a alma se sentir viva e quente novamente. Durmir, só de calça, meia, blusa, casaco de lã e lençol, mas mesmo com tudo isso eu morri de frio.

NDESIGN: O N apesar das Nfilas, Nfaltadeinformações, Natrasos, NsumiçosdaCONDE, foi massa! Conheci muita gente boa e outras também não tão boas, mas há que se dane era o N, uma semana que passamos em um universo paralelo, respirando design, comendo design, arrotando design, vomitando design e peidando design. Vale a pena ressaltar, que esses dois últimos a galera levou realmente ao pé da letra.

ALOJAMENTO: O universo paralelo se constitui principalmente no Minas Brasília Tenis Clube. Barracas por todos os lados e de todos os jeitos, abrigando pessoas de todos os lugares do Brasil. Inicialmente vilas: pau de arara, pernambuco... Depois com o aumento da densidade demográfica foi necessário a criação das ruas e becos, e nesse labirinto de barracas quem não se perdia? Eu com o meu senso de direção magnífico, em uma das minhas noites por lá causei pena em um dos simpáticos seguranças que lá também habitavam. Entretanto com designers por perto um problema assim não fica sem solução por muito tempo, começaram a surgir nomes para as ruas, exemplo: para eu ir no banheiro era só sair do beco pegue na minha e balance, pegar a rua do ramon, sair na rua principal, passar pelo beco do beck e descer as escadas, fantástico! Depois da nomeação eu nunca mais me perdi de casa. Lá ainda tinha o pessoal do beliche e do colchonete que ficou juntinho pra espantar o frio, sabe como é calor humano né!

COMIDA: Passei uma semana comendo frango, fiz tanto drama em casa quando ligava, que até hoje não teve frango aqui.

SAÚDE: Roquidão, Passei uma semana rôca e dizendo a mesma coisa todo dia "que nada amanhã minha voz tá normal", "tô sentindo que hoje ela já tá melhor do que ontem", voltei pra casa e ainda fiquei mais uns 3 dias com ela do mesmo jeito. Enjôo, fiquei de sábado até terça enjoada, depois eu descobri que era pela crise de abstinência de gelo (momento drama), mentira, na verdade nem sei pelo que foi, mas do mesmo jeito que veio foi. Garganta, lá é muito seco e eu que adoro respirar pela boca a garganta secava toda hora, resultado água, água e água, fazendo as contas, ao todo foram quase 15l consumidos só nessa semana. Mas apesar de todo o drama da falta de voz, da garganta seca e das crises de enjoo eu me diverti MUITO por lá.

PALESTRAS: Umas muito boas, outras mais ou menos e outras que... deixa pra lá, cansei desse assunto.

FESTAS: Festas estilo "tuntz tuntz", nunca fizeram muito a minha cabeça e festa "tuntz tuntz" sem letra piorou, assim foi a primeira que horas que eu achava o disco tinha arranhado e horas eu achava que o cd só tinha duas musicas, que por sinal eram muito parecidas. A segunda já colocaram um "tuntz tuntz" com letra, oho! No final ainda rolou uma baixaria com funk, por momentos eu escutei "ela sobe/ela desce/ela dá uma rodada/elas estão descontroladas" achei que não estava mais em Brasília, bom, estando ou não eu dancei... dancei... A terceira nem fui, preferi o "Cafofo da Juh" tava muito melhor, opinião minha e de quem foi pra festa do vomitol. A quarta, foi no Centro de Convenções, Black Music, fiquei feliz pelas pessoas que gostavam do estilo, mas eu pffff. A quinta, a quinta era O DIA, forró! pow forró é a nossa cara! Forró agente vai se divertir muito! Vai ser a melhor! Hun, não contávamos com a astúcia de Brasília e seu forró sem sanfona que mais parecia um reggae, depois veio uma quadrilha que ninguém sabia o que era "olha pro céu meu amor/vê como ele está lindo", ficamos triste, por meia hora todos os planos perderam o sentido (momento drama 2), o jeito foi ficar igual a frango de padaria em volta da fogueira pertubando e sendo pertubado. A última foi o dia da alegria, dia de reviver a infância e todos os brinquedos dela, nossa! Pula pirata, Chunli, Moranguinho, Playmobil, Smurf, Charlie Brown, Tartaruga Ninja, Pirocoptero, Pega Vareta, pacman, vários e varios... sessão nostalgia total. Todavia, de todas as festas do N, a melhor, disparado, sem sombra de dúvidas, foi a do primeiro dia que invadimos a festa do bingo do colégio, nos adentramos na quadrilha e dançamos o forró autêntico. Ah! Não poderia deixar de comentar sobre os saldões da festa que rolavam de madrugada no Brega de Leila em conferência direta com o Recanto Paraense.

RETORNO: O N causou inspiração em muita gente, inspiração de mudança e eu espero que essa inspiração saia das palavras e caia na ação.

Enfim, o N foi assim, mas também foi de muitas outras formas. Seria uma tarefa extremamente complexa, como Lucas acabou de me dizer aqui no msn "resumir o N num texto só!". Eu tentei mas tenho consciencia que muita coisa foi esquecida ou foi propositalmente esquecida. Em mim ficou um gostinho de quero mais, iiii acho que me viciei.

ps: As fotos do N estão lá na parte de fotos, de vez quando aquela misera da pau, mas é só insistir um pouquinho que vai.

4 comentários:

Anônimo disse...

E eu nem aproveitei a primeira noite na quadrilha alheia. Vai ver porque eu não ganhei um correio elegante acompanhado de um bombom. Uai, sÔ? E meu paarrrr, cadê? Somiu? Maaai como sô? Entre mil outras coisas que não couberam no seu texto gigante, imagine então em um comentário meu. Se fosse fazer um saldo geral do N, eu diria: mais pra menos que pra mais. Que venha Floripa.

Anônimo disse...

E os pais achando que os filhos estão indo participar de congresso para a melhor capacitação acadêmica, hehe.

Anônimo disse...

OI MIGAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA Q COMEDIA ISSUU
HEHEHHEHE
MAS OLHA TIVE UMA CERTA INDISPOXIXÃO DE LER TUDO
HEHEHEHE
MAS ADOREI SOBRE A FESTA A SAUDE E O FRANGO HEHEHEHHEE
AIAIA
SO VC MESMO
BEIJOSSSSSSSSSSSSSSSSSS

Anônimo disse...

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